Publicado por [nebal] , segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Parte do povo brasileiro novamente mostra sua ignorância para o mundo. Não a massa brasileira,(essa não tem acesso e nem direito a opinião) mas sim, uma meia duzia cidadãos que consideram-se modelos com sua falsa política de honra e bons costumes. O porquê de minha revolta? Sabe aquela propaganda inocente e divertida da vovó das Havaianas? pois é, foi proibida por essa meia duzia de hipócritas e puritanos que acham que ainda vivemos no século XV. A pressão foi tão grande que a Havaianas teve que tirar o comercial do ar, apenas porque esses falsos moralistas(que provavelmente também sejam eleitores de um Sarney ou Collor da vida) acreditam que a propaganda insita o sexo sem compromisso, afetando diretamente a instituição familia. Essa é a gota d'agua, onde vamos parar? Essas pessoas que acreditam que a instituição família será afetada por causa de uma propagandinha de 31 segundos deveriam estar fazendo pressão em outro lugar, em Brasília. Manifestando-se a favor da redução de impostos, pintando a cara e pedindo a cabeça de senadores corruptos e intocaveis, esses sim, estão destruindo a instituição família. Falta acontecer o que ainda? Alguma instituição ultra-consevadorista queimar chinelos de dedo em praça pública?
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BBB ou Big Bosta Brasil
Publicado por [nebal] , terça-feira, 7 de abril de 2009
Já que hoje acaba esta palhaçada... uma poesia pra relaxar.
BBB ou Big Bosta Brasil
Bumbum, Bambam, Boiadeiro
Baita Bacanal Brasileiro
Bando de Boazuda Bitolada
Balançando a Bunda na Balada.
Babacas, Babões, Bombados
Batendo Bronha os Barbados.
Batuque, Barulho, Bebedeira.
Basta dessa Baixaria Brasileira
Jefferson Arthur Kamke
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A tartaruga atrofiada e o reinado do oceano de plástico
Publicado por [nebal] , terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
A tartaruga atrofiada e o reinado do oceano de plástico
Um cardume de polipropileno
nada pelo oceano “plascífico”.
Os raios ultravioletas de um dia ameno
transformam a imagem em algo magnífico.
Na costa de mais uma ilha artificial,
alimenta-se de crustáceos emplastificados.
Que descansavam naquele local
lendo velhas ofertas nos classificados.
Suas nadadeiras pet são coloridas
bem mais belas que as das sardinhas enlatadas,
que de tão sem graça e escondidas
mal refletem as águas intoxicadas.
O cardume que tranqüilo aguardava
mais um entardecer de um dia sujo em sua jornada
não imaginava que logo a frente um inimigo o esperava.
Era tão temida e perigosa tartaruga atrofiada.
O topo da cadeia alimentar agora tem novo dono.
Comemoram os “Esgoto-planctons” e as “águas sacolinhas”
O novo rei que agora senta ao trono
mudará pra sempre a história da vida marinha.
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LER DEVERIA SER PROIBIDO
Publicado por [nebal] , domingo, 22 de fevereiro de 2009
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A DECISÃO
Publicado por [nebal] , quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Depois de uma semana conturbada em seu emprego com seguidas humilhações de seu superior, decidiu que não iria trabalhar naquela segunda-feira. Acordou cedo, e sem café da manhã, abriu uma garrafa de whisky importado que deixara para uma ocasião especial. Meio bêbado, pelo porre matutino, resolveu ligar para seu chefe. Não o deixou nem falar, com palavras fortes e mal articuladas, retrucou toda a humilhação que sofrerá dias antes e desligou o aparelho. Percebendo o que acabara de fazer, e vendo que já tinha tomado metade da garrafa, soube que precisava de ajuda. Então ligou para o seu melhor amigo, e assim, os dois conseguiram acabar com a garrafa aos risos.
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Canção do Exílio
Publicado por [nebal] , terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Canção do Exílio
Minha terra tem roubalheira,
Onde manda um jundiá;
Os deputados que por aqui omitem,
Não omitem tão bem como lá.
Nossas CPIs têm mais parlamentares,
Nossas prefeituras têm mais ambulâncias,
Nossos "pântanos" têm mais sangue-sugas,
Nossos sangue-sugas têm mais elegância.
Durmo tranquilo à noite,
O PCC encontro eu lá.
Minha terra têm roubalheira,
Onde manda um jundiá.
Minha terra têm mais impostos,
"Que tais não encontro eu cá";
Durmo tranquilo a noite,
O PCC encontro eu lá,
Minha terra têm roubalheira,
Onde manda um jundiá.
Permita Deus que eu morra,
sem que eu volte para lá;
Sem precisar pagar todos os impostos,
"Que não encontro por cá";
Não quero o dinheiro da roubalheira,
Onde manda um jundiá.
Jefferson Arthur Kamke
*(Paródia Contemporrânea da poesia Canção do Exílio de 1843 escrita por Gonçalves Dias)
*(Poesia publicada na coluna Almanaque do Vale no Jornal de Santa Catarina de 14 de Setembro de 2006.)
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O efeito
Publicado por [nebal] , quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
O grande cachorro vesgo de quatro patas azuis rasga sua coleira de espinhos afiados e mostra sua arcaria dentária podre e ensangüentada, late em tom diabólico em busca de minha alma ou de algo mais. Tento ser forte, mas o rosnar ensurdecedor paralisa meu corpo e meu pensamento, que treme e teme pelo mau presságio. Junto ao canino mal feitor, grandes dragões peludos e vasos sanitários imundos que flutuam levemente pela noite amarelada de céu nebuloso. Quando a luta já não valia mais a pena e o fim já era certo, tudo evapora numa vasta explosão branca de paz e harmonia.Vejo agora, apenas à imagem de um cristo metalizado em uma cruz e cintos que prendem meus braços e minhas pernas machucadas em uma cama revestida com um lençol de tom azul claro.
Jefferson Arthur Kamke
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Ano novo
Publicado por [nebal] , quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Ano novo
Dinheiro explodindo no ar
Esperança brotando na terra
Fé boiando na água
Pernil assando no fogo
Feliz ano novo!
Jefferson Arthur Kamke
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Papai Noel Existe!
Publicado por [nebal] , quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Só e abandonado pelos carinhos da família, aquele senhor de meia idade substituía seus natais solitários de seu apartamento praticamente pago por uma bela causa social. Com uma fantasia do velho Noel, visitava em todas as datas natalícias orfanatos distribuindo presentes como forma de preenchimento ideológico. Com os anjinhos sentados em seu colo, escutava atentamente os seus mais inocentes pedidos, e os retribuía com lembrancinhas baratas da 25 de Março. Mas no natal do último ano, o sumiço de seu saco de presentes, e a destruição parcial de sua barba de algodão por um menino de perguntas capciosas fizeram o ter uma triste e derradeira conclusão:
- Não existem mais crianças como antigamente.
Jefferson Arthur Kamke
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11/09/2001
Publicado por [nebal] , quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
E naquela manhã de setembro, o filho que não gostava de papinha, ouviu pela última vez seu pai falando: - Olha o aviãonzinho!
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SOBRE
Nebulizador é pulverizador de idéias, um necrotério de ideologias, portanto mais uma perda de tempo na grande rede da ignorância. Meio blog, meio blábláblá, o Nebulizador é um apanhado de pensamentos, escritos e vômitos organizados por um alguém meio blogueiro, meio analfabeto, que atende pela alcunha de nebal, conhecido também pelo seu nome verdadeiro Jefferson Arthur Kamke. Obs. Não necessariamente os dois sejam a mesma pessoa, muito menos pessoas diferentes. Simples assim!
http://nebulizador.wordpress.com