HOME QUEM SOMOS FOTOS CONTATO  
 
   
 
GUIA DE ETIQUETA MODERNA – COMO SE PORTAR NUM BAILE NO BELZ
Publicado por [Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher] , quinta-feira, 6 de maio de 2010

GUIA DE ETIQUETA MODERNA – COMO SE PORTAR NUM BAILE NO BELZ

Por Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher

 

Nunca, jamais suba no palco para cantar, a música pode ser contagiante e o clima propício, mas nem todo mundo vai achar a sua performance interessante. Afinal os presentes no baile pagaram para ouvir música e dançar. Deixe a parte da animação com a banda, afinal eles são profissionais.

 

Se você não é um grande consumidor de bebidas alcoólicas e seu corpo não agüenta estes excessos, tente ficar o mais longe possível do “barracão”. Existem forças incompreensíveis atuando naquela região.

 

Não use roupas muito coloridas e muito menos, camisas desabotoadas para mostrar seu “cabelo peitudo”. Somente para retificar: Você não está no Hawaii e o salão é muito bem ventilado.

 

As senhoras que usam aventais brancos com tocas na cabeça são voluntárias que trabalham na cozinha do salão. Portanto não são enfermeiras que irão medir sua pressão. Se você está enxergando enfermeiras, o mais correto a fazer é comprar uma garrafinha de água.

 

Jamais, em hipótese nenhuma, leve todo o dinheiro do seu pagamento para um baile no Belz. Você pode ter a péssima surpresa de no outro dia não achar mais dinheiro na carteira. E digo mais, o motivo do sumiço do dinheiro não será assalto.

 

Jovens solteiras acompanhadas pelos pais, não são inacessíveis para um bom dançarino. O acompanhamento dos pais é uma cena típica em bailes no interior, basta apenas ao freqüentador do baile usar de boa educação e simpatia no convite para a dança. Vai aí mais uma dica: Jamais, NUNCA nestes casos use a expressão “E aí gata, vamo balançar o esqueleto!”.

 

A escada que dá acesso ao salão, têm em cada lateral um corrimão de segurança. Eles foram projetados para facilitar a locomoção de idosos ou pessoas com deficiência física. Não parece ser uma boa idéia as quatro da manhã, (Pós-baile, depois de catorze garrafas de cerveja e três “schnaps”) usar o corrimão como escorregador. 

 

Nos fundos do salão encontra-se uma construção destinada aos “assadores”. Ela é utilizada para o famoso churrasquinho, comida esta, muito apreciada nos jantares antes do baile. Assim sendo, o local é impróprio para eventuais “amassos”.  Sem querer usar de duplo sentido, já usando, uma grelha quente pode ser perigosa!

 

Como estamos falando de um baile, existe a hora para começar e a hora para  terminar a festa. Lembre-se apenas que, assim que o sol nascer você já deverá está conforto de seu lar, pois se trata de um baile e não uma “rave”.

 

O álcool pode ajudar os mais tímidos no ato da dança, porém coreografias extravagantes poderão render ao dançarino mais eufórico a nada simpática alcunha de Michael Jackson do Rio do Testo.

Todo baile têm seu momento “revival”, canções como “Another Brick in The Wall” e “Whisky a Go Go” são momentos clichês da festa. Porém, lembre-se que você está num baile e não num festival de Heavy Metal. Não é necessário fazer chifrinhos com os dedos e nem balançar a cabeça com tanta força.

 

Fingir conversas com o celular novo, apenas para impressionar as gatinhas com o aparelho supermoderno pode não funcionar. Dificilmente algum aparelho pega naquela região.

 

Trenzinho é coisa de Oktoberfest, deixe o pessoal dançar em paz.

 

 

 Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher fez um curso de etiqueta na Haco e segundo as contagens de seus amigos deverá chegar a incrível marca de mil cervejas consumidas no Belz no próximo sábado.

 
  LEIA MAIS 3 COMENTAR TOP POST
BLOZA NEWS - NOTÍCIAS URGENTES
Publicado por [Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher] , terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Criança é atingida por bala perdida em Testo Alto.

 

Testo Alto, 15/12/09 20:22hrs: Uma criança ainda não identificada caminhava despretensiosa pela rua principal de testo alto, na altura da Lanchonete Contini, quando foi atingida por uma bala perdida. Apesar do susto, a criança passa bem. Populares que transitavam pelo local afirmaram que não reconheceram o suspeito, conforme relatos tratava se de uma pessoa de idade avançada trajando roupas vermelhas. Ele estava dentro de um veículo grande, uma espécie de carro alegórico, modificado em formato de trenó. A polícia fez buscas na região, porém não encontrou nenhum suspeito ainda.

 

Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher é misto de repórter de rua e paparazzi, e seu lema é “Sempre em cima da notícia, porque o que vem de baixo, não me atinge”.

 

 

 
  LEIA MAIS 0 COMENTAR TOP POST
CLTT – Consolidação das Leis Trabalhistas Testoaltenses
Publicado por [Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher] , segunda-feira, 30 de novembro de 2009

CLTT – Consolidação das Leis Trabalhistas Testoaltenses

Por Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher

 

 

 

Parágrafo 1. O Empregado deverá entrar em serviço às 10h00min horas, havendo uma pequena tolerância de 02 horas, considerando as dificuldades de logística que o bairro proporciona. Funcionários que utilizam bicicleta e motos Cg como veículo de locomoção para o trabalho, poderão optar em não trabalhar em dias de chuva. Não haverá desconto do dia de trabalho por riscos climáticos. No uso de veículos próprios para a locomoção como Fuscas, Brasílias e Tobatas, o empregador se obriga a subsidiar a ida do empregado ao trabalho por meio de Vale-Gasolina.

 

Parágrafo 2. Durante a realização do campeonato municipal de futebol promovido pela Liga Pomerodense de Desportos (LPD):

                                                                                    

 

            Art 1. É ponto facultativo toda segunda feira quando houver algum clássico em Testo alto, assim o funcionário poderá descansar da ressaca e estará disposto no dia seguinte.

 

            Art 2. Caso Água Verde ou Caramuru for campeão, o ponto facultativo se estenderá até o final de semana subseqüente.

 

            Art 3. Caso Água Verde for campeão e Caramuru Vice Campeão ou vice-versa,  será declarado 30 dias de folga.

 

Parágrafo 3. Antes de iniciar o serviço, será servido um café aos colaboradores com direito a  heringsbrot, koch kasebrot e wurst brot.

 

Parágrafo 4. Fica estabelecido o prazo de 02 horas para o almoço, sendo que toda segunda e terça-feira, o prazo será de 03 horas, para que o empregado disponha de tempo extra para se socializar com seus colegas de trabalho, podendo assim, conversar sobres assuntos de cunho importantíssimo como: futebol, baile e bebidas em geral.

 

Parágrafo 5. De 2a. a 6a. feira, durante o almoço serão organizados serão organizados torneios de dominó, cacheta, canastra, truco e caneco. Durante estes torneios serão sorteados caixas de cerveja.

 

Parágrafo 6. O empregador deverá disponibilizar para o colaborador um bom ambiente social, contendo ele no mínimo um balcão e freezer.

 

Parágrafo 7. O empregado que for pego dormindo no serviço, não devera ser acordado, como também terá de ser liberado para ir para sua casa, tendo o resto da semana para descansar, pois esta evidentemente fatigado pelo trabalho excessivo.

 

Parágrafo 8. Para estimular o empregado a encarar a continuação da labuta diária, o empregador terá que disponibilizar uma variedade infinda de legítimos aguardentes Made in Luis Alves.

 

Parágrafo 9. Considerando Testo Alto como área rural, e de forte valor econômico para a Agricultura Municipal, fica estabelecido que o empregado trabalhará apenas meio expediente em época de colheita do aipim, cana e milho. Assim sendo, poderá utilizar o restante do dia para dedicar-se a seus afazeres coloniais.

 

Parágrafo 10.  Ao incentivo cultural e tradição local das sociedades de caça e tiro, na semana posterior aos bailes de rei e de aniversário das Sociedades Alto Rio do Testo e XV de Novembro, o empregado terá uma semana de folga não descontada.

 

Parágrafo 11. O período de férias coletivas englobará os meses de Dezembro e Janeiro, tendo o empregador a obrigatoriedade de pagar salários, décimo terceiro, vale-natal e vale-festa pomerana até o último dia útil de novembro.

 

Parágrafo 12. Como forma de socialização no trabalho, uma vez por mês haverá o dia da visita familiar. O ente querido escolhido pelo empregado (sogra, cunhado) deverá exercer as funções realizadas pelo empregado na empresa. O parente escolhido não receberá pelo dia de trabalho e o empregado avaliará o desempenho do mesmo. Caso a avaliação seja negativa, o empregado poderá solicitar que o parente exerça suas funções também nos dias subseqüentes ao dia da visita, para que assim, o parente aprenda a realizar as tarefas com eficiência.

 

Parágrafo 13. Considerando que não há feriado em Pomerode na época de carnaval, haverá uma transferência dos dias de folga para a semana da realização do Stammtisch Pomerode.

 

Parágrafo 14. Quanto à licença maternidade, o período de descanso será de seis meses antes e após a gestação. Por medidas de cansaço e fadiga, fica estendido este benefício não só a funcionária, mas também ao cônjuge.

 

Parágrafo 15. O Empregador que não cumprir este estatuto, deverá pagar 5 caixas de cervejas, 20 Steinhäger’s, 40 Kgs de carne, 10 sacos de carvão, Sacos de gelo, limão galego e uma cesta básica por mês, durante 10 anos.

 

 

Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher é presidente da SIRIGAITA  (Sindicato dos “Ratunos”, Inaptos e Gaiteiros de Testo Alto) e contou com a presença de todos os associados para redigir estas consolidações.

 
  LEIA MAIS 1 COMENTAR TOP POST
PROVÉRBIOS TESTOALTENSES
Publicado por [Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher] , quinta-feira, 8 de outubro de 2009

PROVÉRBIOS TESTOALTENSES

Por Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher

 

Segue abaixo uma compilação de provérbios ou ditados populares devidamente alterados para Testo Alto.

 

  • Um homem prevenido bebe por dois.
  • Quem tem boca vai até Rio da Luz.
  • A voz do povo é a voz de fofoqueiras.
  • O que os olhos não vêem, o vizinho enxerga.
  • De meteorologista e louco, todo mundo tem um pouco.
  • Quem não tem cão, caça com estilingue.
  • Longe? Não é onde Judas perdeu as botas. Longe é onde os Kamkes jogam bocha.
  • Quem tudo quer, nada tem e enche a cara com o que sobra.
  • Cada macaco no seu porta-mala.
  • Manda quem pode, obedece quem tem medo de cinta.
  • A mentira tem pernas curtas, mas corre rápido em Testo Alto.
  • Água mole em pedra dura, tanto bate até que chega no Rio do Testo.
  • Mais vale uma “carrada de macadame” no chão, do que dois votos anulados.
  • Quem ri por último é porque a bebida já pegou.
  • Antes sóbrio do que mal embriagado.
  • Olho por olho, chapa por chapa.
  • Devagar se vai de Kombi.
  • Aqui se bebe, aqui se pendura.
  • Para um bom bebedor meia cachaça basta.
  • Amigos, amigos; “cachaçada” faz parte.
  • Dizes-me com quem tu bebes, e eu te direi quem tu és.
  • Dos bares, o melhor.
  • Nada como uma “Bia” atrás de outra.
  • Um dia é da caça, o outro do Ibama.
  • Vão-se os anéis, ficam as dívidas.

 

 

 

Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher adora frases de efeito, sátiras etílicas e bebidas doces, afinal “A união faz açúcar”.

 
  LEIA MAIS 7 COMENTAR TOP POST
O HOMEM QUE PEIDAVA
Publicado por [Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher] , sexta-feira, 26 de junho de 2009

O HOMEM QUE PEIDAVA
Por Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher

 

A história a seguir não necessariamente seja verdadeira, muito menos, seja totalmente falsa. O conto transcrito abaixo virou uma espécie de lenda urbana, ou melhor, tratando se de Testo Alto; uma lenda rural. 

Portanto, tire as crianças da frente do monitor!!!

Existia em certa época um jovem. Vinte e poucos anos era a sua idade, apesar, de aparentar mais que isso. O jovem em questão, nunca fora agraciado pelos deuses da beleza, muito menos pelos deuses do capitalismo. Era uma pessoa comum, mais um descendente germânico de classe média baixa residente na mitológica Testo Alto. Não se encaixava muito no padrão de estética dos jovens loiros de olhos azuis de sua geração. Ele tinha seus quilinhos a mais, e entradas capilares provenientes de uma sucessão genética.

Dentro da necessidade humana e masculina de ser um reprodutor, saía como qualquer outro jovem para festas e procurava sempre sua alma gêmea. Como fisicamente não era dos mais atraentes, não se importava muito com a beleza estética de suas vítimas. O padrão de beleza do sexo oposto ficava sempre em segundo lugar, a necessidade de “homem macho reprodutor” falava mais alto. Entre gordinhas, feias e bêbadas, seu curriculum sexual aumentava a cada final de semana.

Sua rotina continuava a mesma; bailes, danceterias, churrascos, etc.

Mas aquele final de semana mudaria para sempre sua vida.

O mês era junho, o inverno rigoroso que gelava Testo Alto naquele ano, levou-o para a tradicional Feijoada beneficente do maior colégio daquela região. Nada melhor que combater o frio do inverno com uma saborosa feijoada, pensou o jovem. Com vários amigos no evento, sentiu-se à vontade, e logo “atacou”.O preço pago pela feijoada permitia que os presentes repetissem quantas vezes quisessem o prato. E, foi exatamente isso que o jovem e seus colegas fizeram. Esbaldaram-se, estufaram-se, comeram o quanto conseguiram, alguns se orgulhavam de terem repetido quatro vezes. Não era o caso do nosso jovem, mesmo com um porte físico avantajado, conseguiu devorar “apenas três pratos”.

Após a refeição, o jovem e seus amigos relaxaram e tiveram que tomar algo para fazer a digestão. Entre cervejas e refrigerantes, as conversas foram fluindo. Logo, um dos amigos do jovem, lembrou-se de uma festa, não muito longe dali. Mesmo com um semblante carregado, pelos excessos da janta, nosso jovem foi o primeiro a sugerir que os amigos se jogassem em mais esta aventura. E foi o que fizeram.

No caminho para a festa, o jovem que não estava se sentido muito à vontade, pensava na chance de aliviar sua necessidade reprodutiva. Haveria mulheres na festa, isso ele tinha certeza. Apesar dos solavancos da estrada esburacada, que esfaqueavam os estômagos carregados, os amigos chegaram bem a tal festa. As preces do nosso jovem foram atendidas, a festa estava recheada de mulheres, e de mulheres “recheadas” também.

Como a noite ainda estava longe do fim, nosso personagem não ousou nenhum tipo de bote precipitado, continuou na companhia de seus amigos estudando suas prováveis “vítimas”. Uma a uma, verificava se as conhecia, e calculava suas chances, para um ataque único e bem sucedido. Ficou por uma boa parte do tempo conversando com seus amigos, tomando algumas cervejas e o máximo que fazia era dar alguns "oies" para que percebessem sua presença. Em uma comparação zoológica, nosso jovem seria como um cachorro que urinava em todos cantos para demonstrar sua presença. Ainda explicando o conceito, dentro do Marketing, seria algo como “introduzir seu produto aos poucos no mercado.” E introduzir seu "produto" era o seu mais profundo desejo naquela noite. Em mais um desses momentos "Oie, tudo bem, como você está?" A avistou, no meio da semi-escuridão viu o sorriso da garota, que iluminou todo o ambiente. Seu corpo tremeu na hora, suas pernas perderam sua mobilidade, sua pressão caiu drasticamente. Sentiu-se fraco, suspeitando até da procedência dos ingredientes da feijoada. O jantar tinha sua parcela de culpa, porém a principal culpada daquela falta de ar era ela. A garota. Loira, olhos azuis, 1,70 m distribuídos perfeitamente naquele corpo a meia luz. A garota era linda, um nível de padrão de beleza o qual nunca teve acesso e também nunca teria. Mesmo sabendo que seu potencial não proporcionava garotas daquele tipo, ficou encarando-a. Observava sua deusa dos pés a cabeça. Mas ao contrário do que ele imaginava, ela também começou a observar-lo. Ele ficou totalmente surpreso e sem graça, pois nunca imaginaria que uma beldade daquelas poderia estar dando bola para ele. Não tendo nada a perder, foi se aproximando aos poucos. Ele percebeu que ela perguntava algo para uma amiga em comum, os olhos daquela maravilha de mulher fitavam os seus. O jovem não acreditou quando seus semi-bêbados ouvidos ouviram a garota perguntando sobre ele. Gelou, sentiu-se nas nuvens, tal era a felicidade que seu pobre e surrado coração bombeava para cérebro. Não perdendo tempo, aproximou-se mais ainda, e para mais uma surpresa sua, a amiga em comum os apresentou. Depois de mais uma seção de "Oi, tudo bem, prazer em conhece-la!" Puxou algum assunto qualquer para não dar tempo ao silêncio. Falou sobre a festa, o clima, sobre as pessoas que ali estavam etc. Ela prestava toda a atenção do mundo em suas palavras. Ele sentia que a qualquer hora seria o momento ideal de dar o bote final. Após a amiga em comum desaparecer em algum canto, ele foi cada vez mais se aproximando de sua Vênus, já imaginava suas mãos agarrando aquele corpo, e seus lábios tocando os dela. O frio na barriga aumentava. Ele calculava cada palavra a ser dita, seus rostos se aproximaram cada vez mais. Sentia cada vez mais o calafrio e uma tremenda palpitação em sua barriga, provavelmente o nervoso de ter uma garota tão linda pela primeira vez. Mas não! Dessa vez o calafrio e as palpitações provinham de seu estômago, era a feijoada. E quando estavam praticamente de rostos colados, sentiu seu estômago dar a palpitação final e após isto sentiu um alivio imediato. Sentiu-se melhor naquela hora, e sabia que não poderia mais perder nenhum segundo. Continuou sua aproximação chegando cada vez mais perto de seus tão desejados lábios, e quando estava a menos de um palmo de distância do rosto de sua amada,  percebeu que o semblante da garota mudou radicalmente. Ele respirou fundo e percebeu um odor insuportável naquele ambiente. Um de seus amigos que estava próximo também sentiu o odor e falou em alto e bom tom, - Porra cara, tu peidou? Seu mundo acabara de desabar, tudo estava perdido, viu apenas por entre o gás fatal a garota se afastando! Não havia palavras, nem desculpas, tudo acabava ali. Sim! Ele havia perdido a garota mais linda e perfeita de toda sua lastimável vida por causa de um peido!!



Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher adora festas, mulheres e feijoadas não necessariamente todas elas ao mesmo tempo.

 

 
  LEIA MAIS 2 COMENTAR TOP POST
ÁGUA VERDE X CARAMURU
Publicado por [Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher] , sábado, 25 de abril de 2009

ÁGUA VERDE X CARAMURU

Por Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher

 

 

A vasta imensidão branca dá lugar a uma forte luz cor de paz, porém luminosa. Após o susto, começo a enxergar. Enxergo família, pais, amigos e muitos desconhecidos. Desolada, no canto da sala há uma garota. Era minha namorada. Chora disfarçada por entre os dedos que escondiam seu rosto. Há muitas pessoas no ambiente, quase todas carregando um semblante de tristeza. No centro do grande saguão, vejo velas, um pastor, um caixão e... Sou eu lá deitado!! Meu Deus eu morri!! Mas como? O que aconteceu? Não pode ser verdade! Estava tudo bem! Eu não posso ter morrido. Lembro-me que há cinco minutos atrás eu... Espera um pouco, deixa-me lembrar o que aconteceu:

Lembro-me que logo após o almoço fui com minha namorada para o bar mais próximo do clube, tomar “algumas” antes do jogo. Chegando lá, encontro toda a galera, toda a Mancha Verde reunida. A maioria com camisa do Água Verde. Eu não poderia estar com outra vestimenta: havaianas, bermuda e camisa do Água Verde. Era dia de clássico. AGUA VERDE X CARAMURU. O maior clássico regional de Pomerode! É obvio que Testo Alto é o único bairro da cidade que cede dois times para o campeonato, mesmo assim, ainda era um clássico. Ainda mais sendo no estádio Leopoldo Krueger (Estádio do Água Verde). Pensei comigo mesmo, hoje que o pau pega e não alivia!

Chegamos em cima da hora no estádio, o jogo já estava para começar. A arbitragem já estava posicionada no meio campo, e antes que pudessem dar o apito inicial já foram xingados! É, nossa galera é “foda” – pensei comigo. O jogo começa! Quente e pegado, como qualquer clássico. À medida que os lances perigosos foram acontecendo os Ahhh! E os Uhhhh! Foram se sucedendo. As chances foram sendo desperdiçadas, para alegria de alguns e para tristeza de outros.

- Puta que Pariu tira o número 9! – gritavam alguns - Manda ele chutar uma abóbora!! – reclamavam outros.

Lances duvidosos aos poucos foram irritando nossa pouca, porém fanática torcida!

-                     Uh vai morrer! Uh vai morrer! - era o coro que o trio de arbitragem foi escutando ao longo do jogo, acompanhado de banhos de cerveja, cuspis e catarradas.

A emoção da rivalidade faz com que a deliciosa cerveja torne-se mais deliciosa ainda! A primeira caixa acaba quando eram decorridos os primeiros 10 minutos de partida, e era apenas o começo.  O tempo e a cerveja se tornam imensuráveis nesta mistura. Lembro-me apenas que durante o intervalo fui urinar pela primeira vez e já estávamos no quarto engradado de cerveja. O intervalo foi feito pra tomar cerveja e ir ao banheiro pensei logo, pois um jogo ao vivo é complicado, não passam os melhores momentos e nem os gols da rodada.

Começa o segundo tempo! Quanto mais a graduação alcoólica em nossos corpos ia aumentando, menos monótono o jogo ficava. Até que aos 20 minutos do segundo tempo, o jogador deles foi levando, foi levando, driblando um, levando a bola, passando por outro, levando a bola( parecia uma eternidade com que deixaram o desgraçado conduzir a bola) até chegar cara a cara com nosso goleiro e ...  fazer o gol. AGUA VERDE 0 X 1 CARAMURU. Nem acreditei, só lembro que joguei meu copo de cerveja na cabeça daquele bandeirinha “filha da puta” que não deu impedimento, mas foi mais porque a cerveja já estava quente! E no alto de minha semi-embriagues, precisei achar um culpado para aquele gol. O mundo acabará de desabar! Não houve mais tristeza, nem alegria, não sentia mais nada, só uma vontade súbita de urinar. OK, fui urinar, subi o pasto, atrás de onde estávamos achei um carro, escondi me atrás dele e comecei a consumar o fato. Até que ouso uma gritaria e um “grande Auê!” Viro-me a 180 graus, (meio tonto com certeza, pois naquele estado não permitia outra situação) ainda urinando no sentido do campo para ver o que estava acontecendo, vejo toda torcida em festa e os jogadores do meu time comemorando! Gol! Gol! Gol! Gol! AGUA VERDE 1 X 1 CARAMURU sinto a emoção retornar ao meu corpo, o calor da vibração é intenso, começando pelos meus pés. Opa! Percebo então, que acabara de urinar nos meus pés. Mas beleza, vamos comemorar, empatamos. A galera toda agitando! A graduação alcoólica voltou a fazer efeito no corpo. Mas tranquilo! Agora eu vou lá pagar duas cervejas pra fechar o sétimo engradado. Depois de uma grande fila consigo pegar os dois tickets pra cerveja e percebo também que acabara de gastar um quarto do meu pagamento naquela tarde. Penso comigo.

Ainda bem que não trouxe todo o meu dinheiro junto...

Chego enfim ao balcão, parece acabar minha via crucis, pego minhas duas cervejas e ... Gritos, empurra, empurra e um banho de cerveja, uma muvuca generalizada.

-Gol!Gol!Gol!Gol!Gol!Gol! Sim!! Yes, Yes, Huhu, - meu time acaba de virar o placar.  AGUAVERDE 2 X 1 CARAMURU.

- Virou, Virou!!! – grito alucinadamente, e percebo minha rouquidão tão freqüente em domingos etílicos e futebolísticos.

O agito é geral e a festa é grande. Após várias investidas chego enfim na torcida com as duas cervejas já quase fervendo, mas juro que ninguém percebeu mais nada. Bebi umas lá, (na verdade foram algumas, muitas, diga-se de passagem) aguardando o término da partida. O trio de arbitragem apita. Final de jogo. AGUA VERDE 2 X 1 CARAMURU.

-                     Ganhamos, ganhamos! – Ufa! faz meu pensamento atordoado.

E assim aos poucos todos foram para suas respectivas casas e essa foi mais uma história de um domingo feliz em minha vida.

 

 

 

AH! Mas porque eu morri? Quase ia esquecendo, mas vamos lá, na hora de ir embora, fui a pé e tinha esquecido que tinha ido de carona com minha namorada, e ela que também havia tomado todas, não se lembrou que havia me levado para o jogo, só se deu conta disso quando me viu rolando sob o capô do carro. Sim! Minha namorada me atropelou e me matou! Contradizendo e refazendo o velho ditado:

SORTE NO JOGO! AZAR NO AMOR!

 

Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher é cronista esportivo, alcoólatra, peladeiro de final de semana e apaixonado pelo verdinho da “Goiaban Zeida”  

 
  LEIA MAIS 3 COMENTAR TOP POST
A ORIGEM DO STAMMTISCH
Publicado por [Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher] , sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O que vêm a ser um STAMMTISCH? Esta é a pergunta que está na boca do povo, principalmente nessa época do ano, quando estamos novamente na véspera de mais um Stammtisch de Pomerode. Pomerode que é conhecida nacionalmente como a cidade mais alemã do Brasil! Ou poderíamos até dizer, a cidade mais brasileira da Alemanha? Dúvida a parte, sempre respondo que Stammtisch é simplesmente uma grande cachaçada organizada, onde grupos de amigos formam uma grande comunidade que só pensa naquilo... Naquilo é claro, tomar, tomar, tomar e também comer à vontade. Claro, isso tudo na presença de seus melhores amigos. (O alicerce social de um bom cachaceiro é o amigo de bar). Mas, indo mais a fundo no tema, procurando no google (a ferramenta que transforma todo ignorante em um “expert” em qualquer assunto ou todo ignorante mais ignorante ainda, mas cheio de conhecimentos desnecessários) chegamos a duas teorias interessantes do surgimento desta milenar confraternização etílica!

Primeira Teoria:

O 1º. Stammtisch teria surgido onde hoje é a Alemanha (é obvio que teria que ter surgido ali) ainda no reinado de Friedrich Wilhelm I, (Conheço alguns Wilhelm em Testo Alto II) o Rei-Soldado, (Soldatenkönig), Rei da Prússia (1713 – 1740), (Pô, será que esses Wilhelm de Testo Alto II são parentes?) mais de um século antes de se constituir o Império Alemão. O Rei  Friedrich Wilhelm I criara, em seu castelo, (Chique pra caramba, os Wilhelm de Testo Alto II moram numa casa enxaimel) uma espécie de grupo de adeptos do fumo, o legendário “Tabakskollegium”, (Todo mundo muito louco!) que se reuniam para fumar "Tonpfeifen", literalmente cachimbos de barro ou de cerâmica.(Provavelmente enquanto fumavam escutavam um Planet Hemp também) O uso concomitante de cerveja e o hábito de se reunir é apontado como provável surgimento da primeira mesa regular (ou 1º Stammtisch) . Obs. Acho que os Wilhelm de Testo Alto II não são ligados no bagulho!! Vai saber, né!

Segunda Teoria:

A segunda teoria de surgimento do Stammtisch é uma versão mais romântica da origem desta tradição germânica que dá conta de que foram os lenhadores da Bavária, (Nunca gostei muito desta versão, muito menos de Bavária) na idade media, quem deram origem aos stammtische.

Segundo esta versão, estes trabalhadores tinham o hábito de ao cortar a primeira árvore de um sítio de exploração, o faziam à altura de uma mesa e de seus galhos cortavam toletes que serviriam de bancos.(provavelmente Lorenz Franz deve ser parente destes Bavários, só que uma versão mais moderna, com direito a moto-serra) Era ao redor desta mesa improvisada que se reuniam para suas refeições e, nos finais de tarde, após uma dura jornada de trabalho na mata, antes de rumarem para seus lares, ali se sentavam para descansar e beberem alguns tragos de vinho ou cerveja, que traziam consigo.(Os Bavários eram mais caretas, não fumavam nada)

O hábito destes lenhadores, de se reunir ao fim da jornada diária de trabalho, ganhou as  tabernas, se urbanizou e popularizou-se em toda a região bávara. (Explicando a frase, este foi o surgimento do Happy hour! O cara trabalha o dia inteiro e toma uma gelada de noite!)

De fato, se procurarmos decodificar etimologicamente o termo stammtisch, esta versão se encaixaria como uma luva.

A palavra Stammtisch origina-se de “Tisch” que significa mesa e “Stamm” , que significa tronco, tribo, raça ou família. Talvez esteja aí um pouco desta confusão semântica. Em alemão o termo “Stamm” quando se refere a tronco, é mais usado (ou também usado) para identificar tronco tribal, racial ou familiar e não apenas como sinônimo de cerne de uma árvore, que em português identificamos quando nos referimos a um “tronco” (de madeira). (Provavelmente as mulheres do Bavários não gostavam nada desta confraternização noturna de seus maridos, ou talvez, aproveitavam que o marido chegava tarde em casa pra dar umazinha com o “Ricardão”, ou como é chamado na Bavária “Grosse Richard”.

 

Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher não entende P*##@ nenhuma de história (O Google está em “Seus Favoritos”), mas adora um Stammtisch, e bebe pra cara...

 

 

 
  LEIA MAIS 2 COMENTAR TOP POST
VINTE E SEIS COISAS QUE APRENDI DURANTE A 26ª FESTA POMERANA
Publicado por [Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher] , sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Eu sei que já estamos em Fevereiro e que a Festa Pomerana já acabou. Mas segue abaixo um post para relembrarmos esta que é uma das melhores festas que minha humilde pessoa conhece.

 

VINTE E SEIS COISAS QUE APRENDI DURANTE A 26ª FESTA POMERANA

Por Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher

 

 

 

1 – Um Homem pode destruir uma árvore em menos de 33 segundos.

2 – E o mesmo homem só precisa de 23 machadadas para que isso ocorra.

3 – Já dois Homens podem destruir a mesma árvore em apenas 11 segundos.

4 – Apesar dos “alemães” beberem muito, eles não são mais os mais rápidos nisso.

5 – Entre e dezessete e dezenove é o número de chopes que podem causar uma grande ressaca no outro dia. Acima de dezenove chopes a ressaca pode se prolongar por três dias.

6 – Chopp da Schornstein e sorvete não combinam.

7 – Atirar de estilingue é muito mais difícil do que parece.

8 – Atirar de estilingue bêbado é mais difícil ainda.

9 – Nas competições de tiro é mais fácil acertar a lâmpada do que o alvo.

10 – Uma cuca de cinqüenta metros pode não ser tão grande assim.

11 – A competição de bolão é muito parecida com os guindastes dos desenhos animados.

12 – Pode existir sim, congestionamento em Pomerode, principalmente em dia de entrada franca na Festa Pomerana.

13 – Todos os sábados da Festa Pomerana são chuvosos.

14 – A maioria dos banheiros masculinos não tem tranca, portanto, cague em casa.

15 – O pavilhão cultural é muito mais atrativo que o pavilhão principal. O único problema é que não têm uma “BierStube”.

16 – Os únicos dois finais de semana do ano em que o estacionamento da Jord’Som fica cheio são os da Festa Pomerana.

17 – O custo da Festa Pomerana para um solteiro apreciador de bebidas alcoólicas pode chegar a um salário mínimo por festa.

18 – Um homem consegue tomar 47,24 mililitros de chope por segundo.

19 – Uma mulher consegue tomar 39,84 mililitros de chope por segundo.

20 – A marreca pode ser o novo símbolo de uma geração. 

21 – O refrigerante da Festa Pomerana é apenas um suco gaseificado.

22 – Antes da Celesc existia o Fackelzug.

23 – Dançar “Herr Schmidt” exige uma boa forma física.

24 – À distância entre o estacionamento e o pavilhão principal é muito maior na hora de ir para casa do que na hora de chegar na festa.

25 – O Parque de diversões pode ser muito mais perigoso do que divertido.

26 – Equilibrar-se e tentar derrubar o oponente com um cotonete gigante em cima de uma canoa não é pra qualquer um.

 

Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher promete prestigiar as próximas vinte e seis edições da Festa Pomerana, se sua saúde e seu orçamento permitirem.

 

 

 
  LEIA MAIS 3 COMENTAR TOP POST
50 COISAS IDIOTAS PARA NÃO FAZER EM POMERODE ANTES DE MORRER
Publicado por [Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher] , quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Para Comemorar os 50 anos de emancipação da bela e magnífica cidade de Pomerode segue abaixo uma bem humorada listagem de coisas idiotas para não se fazer em Pomerode. Divirtam-se:

 

50 COISAS IDIOTAS PARA NÃO FAZER EM POMERODE ANTES DE MORRER

 

1 – Ser encontrado na manhã seguinte de uma Festa Pomerana dormindo no banheiro do Pavilhão de Eventos.

2 - Fazer sexo no meio do campo do Floresta de madrugada e ainda ligar os holofotes

3 - Rasgar as roupas e sair correndo de dentro zoológico gritando: - Socorro, socorro, eles estão soltos!

4 - Pular com um guarda chuva da sacada do Momma.

5 - Montar uma barraca com uma lona preta no jardim da Prefeitura dizendo que você é um sem-terra e que aquilo ali é uma terra improdutiva.

6 - Comprar uma "CG Sapo" e tentar de todas as formas possíveis entrar no “Dragões do Vale”.

7 – Criar um campeonato de comedores de chucrute em quilo.

8 - Criar um grupo de guerrilheiros separatistas e lutar pela Independência do Canudos.

9 - Montar num poney cavalgar até o cruzamento da Farmalan e com um facão na mão gritar: Independência ou morte!

10 - Abrir uma rinha de briga de pintchers no Ribeirão Arreia e ganhar dinheiro com as apostas.

11 – Invadir o desfile de sete de setembro com seus amigos e desfilar ao estilo "Köchen

März." (Marcha dos cozinheiros)

12 - Pedir carona na beira do asfalto em Pomerode Fundos vestindo uma roupa de borracha da Mormaii com uma prancha de surfe na mão.

13 - Botar insufilme e aerofólio numa TL preta, colocar uma roupa toda preta com uma mascara de chifrinhos e ir ao encontro carros antigos e falar que você é o Batman do vale do selke.

14 - Ir ao mesmo encontro de carros antigos com um chapéu verde, uma mascara verde e a roupa da Netzsch com um ponto de interrogação pintado no peito e dizer que você é o Charada do Ribeirão Souto, o arquirival do Batman do Vale do Selke.

15 – Ganhar na mega sena acumulada, contratar um helicóptero e jogar sobre o centro da cidade 100.000 reais em moedas de 10 centavos.

16 - Com um Mega fone na mão e uma camisa do Greenpeace ir até a frente do restaurante Wunderwald e começar a gritar: Soltem os Marrecos, Soltem os Marrecos.

17 - Esperar na frente da lotérica e parar todos saem pedindo para ler sua mão.

18 – Ir à Agropecuária Link comprar peixinhos e levar seu gato, para que ele possa escolher.

19 - De carro ir do Alto da Serra até Testo Central na marcha ré.

20 - Comprar uma Filmadora e num domingo à tarde, gravar um filme pornô amador no parquinho da praça Jorge Lacerda.

21 – Fazer serviço de banco para sua empresa e levar um amigo vestido de chapolim colorado para ser seu segurança.

22 – Trabalhar na Dudone e entregar pizzas vestido de Papai Noel.

23 – Criar um grupo de pagode chamado: Suruba Maneira.

24 – Comece a usar camisas com as inscrições 100% Chucutre 100% Repolho Roxo, 100% Marreco Recheado.

25 – Fundar uma escola de samba: Unidos do "Sandbach".

26 – Durante o carnaval, usar trajes mínimos e desfilar em uma jibata pela Avenida 21 de Janeiro.

27 – Fazer barricadas e declarar Itoupava Rega como território pomerodense.

28 – Fundar uma praia de nudismo a beira da lagoa do Weege.

29 – Fazer uma convenção de ufologia no Recanto Mundo Antigo.

30 – Fazer uma parada gay no dia do aniversário de Pomerode.

31 – Fundar uma Sociedade Alternativa, cheia de Hippies no morro da Turquia.

32 – Ir ao Weiller e pedir por um metro de corda, quando o vendedor pedir pelo tipo de corda, falar que precisa ser uma agüente o seu peso.

33 – Abrir um Sex Shop no Ribeirão Domingos.

34 – Fazer Círculos gigantescos no milharal e dizer que você viu estranhas luzes na noite anterior.

35 – Criar um concurso de escultores de fezes humanas em Testo Alto.

36 – Criar um site na internet chamado pomerodepédia, tirar fotos e escrever secretamente biografias de todos os moradores da cidade para depois publicar os dados no site.

37 – Construir um aeroporto para naves alienígenas no alto do Morro do Schmidt.

38 - Criar uma maratona nudista com 42 km de percurso com saída no Portal Sul.

39 – Comprar um kart e alugar para que as pessoas possam andar na ciclovia do centro.

40 – Alugar um outdoor no trevo de acesso a Pomerode e publicar nele o nome de todas as pessoas de quem você não gosta.

41 – Aproveitar os encontros semanais da OASE como fachada para abrir um bingo clandestino nas casas comunitárias onde ocorrem as reuniões. 

42 – Contratar o Silvio Luiz para narrar pela Radio Pomerode a final do campeonato Municipal de futebol. – Olho no lance!! Éééééééééééééé do verdinho da kleine seite.

43 – Incluir como disciplina escolar na rede municipal a matéria de Stammtischologia

44 – Criar o primeiro Pommerhein Metal Fest.

45 – Ser prefeito de Pomerode e construir uma Higway (Via expressa) Ligando Pomerode a Praia de Armação em Penha.

46 – No mesmo mandato construir Metrô ligando subterraneamente Pomerode a Praia do Ervino em São Francisco do Sul.

47 – Criar um time de futebol americano chamado Pomerode Cassava Boys

48 – Juntar moedas durante vinte anos e carrega-las com um carrinho de mão até a Imobiliária Krause e pedir para ver uns terrenos.

49 –. Abrir um atelier em Testo Rega e fazer pinturas de mulheres nuas.

50 – Comprar um bloco de passes de ônibus e passar o dia inteiro viajando com a Volkmann pela cidade.

 

 Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher adora uma listagem e mesmo não parecendo em muitas vezes ele ama Pomerode e seus habitantes.

 

 
  LEIA MAIS 11 COMENTAR TOP POST
O DIA EM QUE UMA ESTRELA “CADENTE” CAIU DO CÉU DA BOCA
Publicado por [Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher] , sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

 

Aquela seria sua noite, a festa fora planejada nos mínimos detalhes. O local era apropriado. A Associação da empresa onde ele trabalhava. Tudo era perfeito, havia até uma saída para os fundos, onde eram os banheiros. Escuro e romântico. Haveria bebida música e alegria a vontade. Não tinha como não dar certo. Era uma sexta-feira, inicio de mais um caloroso verão. Ele foi o primeiro a chegar, pois era um dos organizadores da festa.

Aos poucos os outros convidados começaram a chegar, todos colegas de ônibus. Sim, a festa era uma confraternização de universitários, passageiros do mesmo ônibus fretado para a faculdade. A garota também viria, e essa era a real motivação do evento. Em sua cabeça, o seu plano maquiavélico foi minuciosamente planejado:

Ato 1 – A NEGAÇÃO - Faria de conta que nem a vira, o que causaria espanto em sua futura presa. Eles conversavam toda noite, assim faria com que ela chegasse até ele para cumprimentá-lo.

Até as palavras de sua amada planejara:

- Oie, nem me viu? – e obviamente planejara sua resposta também:

- Desculpa, estava meio ocupado com alguns detalhes da festa. – Naquele momento ele daria três beijos carinhosos no rosto de sua futura vítima, e ofereceria um copo de cerveja. Depois de um semidiálogo de palavras despreocupadas, pediria licença e se ocuparia em receber seus convidados.

Ato 2 – A PACIÊNCIA – Depois da rápida conversa, afastaria-se da garota, fingindo se divertir com os demais convidados da festa. Conversas altas e risadas exageradas. Pensou em vários assuntos para passar o tempo com seus amigos, e o que lhe pareceu mais conveniente o Futebol. Sim, a contratação do novo centroavante de seu time lhe renderia alguns minutos de distração com seus amigos.Era mais uma de suas táticas, deixar a garota de lado e conversar com os amigos, fazendo-se de difícil. Porém, sua posição dentro do local da festa teria que ser planejada de tal forma que não a perderia de vista, todos os passos seriam seguidos.

Ato 3 – O ATAQUE FULMINANTE – Depois que o álcool começasse a fazer efeito em sua vítima, chegaria enfim, o grande momento. Seria exatamente na segunda vez que ela fosse ao banheiro. Como os mesmos eram nos fundos das instalações, aguardaria ela sair e pegaria repentinamente em seu braço com um olhar intenso:

-         Preciso te mostrar algo – falaria, puxando ela para fora e apontando para as estrelas.

-         Não são lindas? – olhando intensamente para o céu, e tornaria a fitar sua amada falando com breves pausas e em tom meloso:

-         Sempre penso em você quando olho para o céu! – E em câmera lenta se aproximaria dela e a beijaria. Todas as garotas adoram estrelas e papos românticos, era essa sua idéia até aquele dia.

 

O dia já se tornara noite, aproximava-se das nove horas, e nada da garota aparecer. A festa “bombava”, a música alta e a sensação de felicidade pairavam no ar. Após seu sétimo copo de cerveja, nosso jovem conquistador barato ensaiava até dar alguns passos extravagantes de dança de um dos hits do verão. Uma dessas músicas, meio axé, meio pagode, meio qualquer coisa. No meio da tal música, já chamando a atenção daqueles que ali estavam, chega ela! Ou talvez ela já estivesse lá há mais tempo “admirando” a inóspita dança de nosso jovem. Meio tonto e avermelhado pela vergonha do flagra, ele vai até ela e a cumprimenta:

-         Ooo, oi , tudo bem? – são suas breves e únicas palavras.

-         Tudo – diz ela, afastando-se depois de ter ouvido o chamado de uma amiga.

 

O primeiro ato não havia saído conforme o planejado. Ele resolve então mudar de tática, e ir direto para o segundo ato: A paciência. Como tinha planejado, resolveu esperar e conversar com seus amigos. Nada melhor que conversar de futebol com os amigos para esquecer uma garota, pensou ele. Ainda mais acompanhado de uma exagerada dose de uísque com um pouquinho de coca. Chamam isso de Cuba, mas pela cavalar dose de uísque que ele colocara no copo, aquela bebida poderia ser chamada de qualquer coisa, menos de cuba. O tempo foi passando e as doses de uísque o acompanhavam. Naquele momento, a maior parte dos convidados se encontravam na parte de fora da associação. Talvez pela música alta, talvez por um pouco de sossego para uma boa conversa ou pela singela noite estrelada. Cambaleando, resolveu ir de encontro a uma turma que se divertia no parquinho que havia em frente ao local da festa. A gangorra era a atração, os amigos universitários e agora embriagados se divertiam feito crianças com a brincadeira. No alto de sua animação etílica, nosso jovem conquistador de araque não poderia ficar de fora da brincadeira. Levantando e baixando, levantando e baixando. Era uma cena totalmente infantil, sabia se logo da existência de corpos embriagados somente ao bater o olho nos jovens brincalhões.

Após uma parada no som, eis que ela retorna. E aparece em frente ao parquinho. Imobilizado ao ver-la em sua frente, não pensou duas vezes e partiu para o terceiro e decisivo ato: O Ataque fulminante. Olhando nos olhos da garota, o jovem tentou lembrar de sua fala decorada. Mas antes que sua memória o lembrasse das palavras e antes que seu cérebro desenvolvesse uma outra frase qualquer, sentiu a força de uma pancada em sua boca. Alguém pulara da gangorra, e ela num movimento de física acertou em cheio a boca de nosso jovem conquistador embriagado. E em câmera lenta viu o mundo girar, olhando para cima viu uma estrela cadente. Mas antes que conseguisse desejar algo, percebeu que não se tratava de uma estrela cadente. E sim, de seu incisivo central superior. Arrancado com a força do golpe da gangorra assassina. E naquela noite em que sonhara em fazer um gol de placa, acabou por ir para casa sem um “centroavante”.

 

 

Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher gosta de astronomia, lindas mulheres e bebidas. Porém seu médico o proibiu de tomar doses cavalares de uísque.

 
  LEIA MAIS 5 COMENTAR TOP POST
SOBRE
Dr. Helmut Weiss Zeehr Füddher: é um ilustre desconhecido em Testo Alto. Sua moradia divide-se entre a casa de verão no paradisíaco Canudos, e o seu chalé no gélido Morro do Schmidt. Dr. Füddher trafega despretensioso pelos botequins da região ouvindo lendas e acontecimentos fantásticos retratados por seus moradores, e são estas mesmas estórias que Dr. Füddher transporta para seus escritos.
COLUNAS
APOIO/PATROCÍNIO/LINKS
DADOS
E-MAIL : AGADESKABLOZA@GMAIL.COM
4 AGADESKANAUTA(S) ONLINE
Locations of visitors to this page